terça-feira, 30 de agosto de 2011

Revolução em Dagenham

Título Original: Made in Dagenham
Título no Brasil: Revolução em Dagenham
Diretor: Nigel Cole
Origem: Inglaterra
Ano: 2010
Duração: 113min.






“Revolução em Dagenham”, baseado em eventos reais, apresenta um acontecimento realmente marcante. Cansada de fazer um trabalho que requer o mesmo esforço que de homens em outros departamentos da Ford, Rita O’Grady (Sally Hawkins) move montanhas junta a suas amigas e ao representante sindical Albert (Bob Hoskins) na luta pela igualdade salarial. Rita trabalha no setor de costura, paralisado com uma greve que se arrastou por dias e que fez a Ford de Dagenham fechar suas portas por tempo indeterminado. Afinal, sem passar pelo processo que Rita e suas companheiras de trabalho eram responsáveis era impossível a produção de novos veículos.

Essa dramatização do episódio real de 1968 rende fortes consequências até hoje e é difícil imaginar como uma história tão forte como esta jamais tenha ganhado as telas antes de chegar nas mãos de Nigel Cole. Em um mundo onde mulheres ainda buscam serem valorizadas no mercado de trabalho, “Revolução em Dagenham” se mostra incisivo. Mais do que isto, a produção sabe dosar a seriedade deste conteúdo e dar relevo as personagens reais, retratadas como mulheres vaidosas, descontraídas e duras de queda. O melhor momento onde isto é testemunhado é na maravilhosa presença de Rosamund Pike, que vive a esposa de um ricaço. Em um daqueles momentos de brilhantismo com potencial de entrar na história do cinema, sua personagem, Lisa, se dirige a Rita relembrando os seus gloriosos tempos na universidade onde lia sobre pessoas extraordinárias que influenciaram a história e o quanto gostaria de vivenciar os sentimentos dessas pessoas no momento que atingem grandes feitos, incentivando-a a não desistir de sua luta. Ao término de “Revolução em Dagenham” a maior certeza que fica é de que Rita O’Grady experimentou esse desejo de Lisa como uma grande heroína. Um filme que merece ser assistido várias vezes! Por Alex Gonçalves

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